Mandam as boas regras de etiqueta na pandemia que não se cumprimente as pessoas através do contacto físico. As máscaras faciais tornaram-se obrigatórias e o trabalho passou invariavelmente a ser sinónimo de home office. Vivemos todos um momento repleto de desafios, que abre espaço para mudanças aceleradas de comportamento. O que sabemos, à data, sobre a evolução das motivações dos consumidores? E qual o conceito-chave para superar os desafios dos próximos meses?

Para as marcas e empresas conseguirem gerir os seus negócios no novo normal é essencial acompanharem a evolução das motivações dos consumidores.

O white paper “The Value Shift” do WGSN, autoridade global dedicada a tendências de consumo e design, destacou a resiliência e o planeamento como os conceitos-chave para os negócios no futuro próximo. 

 

Entre as novas motivações dos consumidores reveladas pelo WGSN, o Autêntico destaca:

 

Artigos com propósito e que perdurem no tempo serão privilegiados. O clima económico tem vindo a fazer com que os consumidores alterem a lista de prioridades, bem como o conjunto de características que procuram num produto ou serviço.
Saúde. O bem-estar já era um tema com interesse crescente, mesmo antes da pandemia. A COVID-19 fez com que os consumidores se tornassem mais preocupados com a segurança do corpo e da mente.
Procura pela Verdade. Segundo o WGSN, o coronavírus acentuou a importância da verdade e da partilha de informações úteis e corretas. É cada vez mais importante manter os consumidores informados, oferecendo-lhes conteúdos que inspirem confiança.
Segurança. Verifica-se, atualmente, um “trauma coletivo”, que faz com que o consumidor valorize mais o conforto da sua casa.

Como responder a estas motivações?

Com resiliência. É preciso adicionar valor, oferecer saúde, ganhar a confiança dos consumidores, promover o sentido de comunidade e garantir conforto. “Existem múltiplas oportunidades e soluções para as marcas, desde formas de conquistar a lealdade em tempos económicos difíceis à crescente importância do bem-estar e dos produtos que acrescentam valor com propósito”, sublinha Bethan Ryder, Editorial director do WGSN.

https://www.wgsn.com/pt/

 

OS CONSUMIDORES PROCURAM PRODUTOS MAIS SUSTENTÁVEIS?

O surto de Covid-19 veio aumentar esta tendência.

 

Segundo o estudo da Capgemini - consultoria, tecnologia e outsourcing - “Produtos de Consumo e Retalho: como a sustentabilidade está a mudar fundamentalmente as preferências do consumidor”:

 

79% dos consumidores tem em consideração a sustentabilidade do produto ou empresa no momento de compra, sendo que 67% garantem estar mais conscientes da escassez de recursos naturais devido ao coronavírus.
53% dos consumidores em geral e 57% entre os 18 e os 24 anos passaram a comprar marcas menos conhecidas por serem mais sustentáveis. 64% dos inquiridos afirmou que já fazia esta escolha antes da pandemia.
52% asseguram ainda ter uma ligação emocional com produtos ou organizações sustentáveis e 64% dos inquiridos afirma que comprar produtos sustentáveis deixa-os mais satisfeitos.

 

Um estudo europeu realizado pela GfK - estudos de mercado:

Os filhos são o principal motor de motivação para compras cada vez mais sustentáveis. Com 45%, são os que mais influenciam na tomada de consciência da pegada ambiental na altura da compra. Seguem-se os amigos mais próximos (42%), os cônjuges (37%) e os pais (19%).

 

De 21 a 23 de outubro, assista a um dos maiores eventos do mundo dedicado à sustentabilidade, promovido pela Planetiers: “Planetiers World Gathering 2020”

 

ACELERAÇÃO DIGITAL DE 5 ANOS EM APENAS 3 MESES

Segundo conclusões apresentadas no encontro digital ‘Day After e o Novo Digital: Do Produto ao Consumo’ organizado pela Centromarca - Associação Portuguesa de Empresas de Produtos de Marca:

Em Portugal o número de transações online aumentou 44% em comparação com o período pré-Covid-19, o que significa uma aceleração digital de cinco anos em apenas três meses.
Este ano já se registou um aumento de três vezes mais lares a comprar online, comparativamente a 2019.
Consumo online de consumidores com mais de 65 anos representa 9,3% do total de compras online de FMCG [Fast-Moving Consumer Goods].
Uma tendência mundial: o crescimento do valor do consumo online em território nacional mais do que duplicou até ao momento face a 2019.

 

A aceleração digital tem sido uma das formas mais efetivas de mitigar os efeitos da pandemia e o crescimento do consumo online é um dos resultados visíveis no comportamento dos consumidores.