Devemos ser otimistas, mas sejamos também realistas. Falar de poupança nesta altura de pandemia é muito dificil, mas não é utópico. Quer estejamos em momento de crise ou num momento económico positivo, ditam as regras de boa gestão que valores como poupança, rentabilidade, otimização ou eficiência, integrem os princípios e ideais do seu negócio. Todas as crises são passageiras e já atravessámos algumas, pelo que devemos manter um espírito positivo e empreendedor. Dito isto, partilhamos um conjunto de ideias que o podem ajudar a poupar no seu estabelecimento, mesmo em tempo de crise pandémica.

A 31 de outubro de 2020 celebrou-se o Dia Mundial da Poupança. A propósito deste dia, investigámos o impacto do vírus Covid-19 na abordagem ao conceito de poupança.

 

“No segundo semestre de 2020, a taxa de poupança dos portugueses foi a mais alta dos últimos sete anos (10,6%)”

A poupança é ou não uma das tendências emergentes do contexto de pandemia? De acordo com os resultados do Observatório de Tendências, um survey desenvolvido pelo Grupo Ageas Portugal e a Eurogroup Consulting Portugal, 39% dos portugueses afirmam ter aumentado as suas necessidades de poupança nesta crise pandémica, com especial incidência nos agregados familiares com quatro ou mais pessoas. O Instituto Nacional de Estatística (INE), por sua vez, revelou que, no segundo semestre de 2020, a taxa de poupança dos portugueses foi a mais alta dos últimos sete anos (10,6%) - aumento que se explica pela forte redução do consumo e pela adesão às moratórias.

 

10 IDEIAS PARA POUPAR NA GESTÃO DO SEU ESTABELECIMENTO

  1. Ao reduzir custos está a poupar. Nesta fase, já tentou rever os seus contratos de serviços, como telecomunicações, apólices de seguros, energia ou créditos? Atualmente podem existir condições mais favoráveis para o seu negócio!

 

  1. Conheça em detalhe a situação financeira do seu negócio. Estruture um plano orçamental onde identifica as várias rúbricas de despesa. Reúna estatísticas diárias, semanais e mensais de receitas e custos. A análise em detalhe e em permanência dos gastos e das receitas ajuda-o na tomada de decisão sobre procedimentos, políticas e ações mais eficazes para o controlo de custos.

 

  1. Reutilize os alimentos. Está a poupar e a contribuir para diminuir a pegada do desperdício alimentar. Por exemplo: o tomate e a cebola, que sobrem da preparação de uma salada, podem ser reutilizados num guisado ou num molho. As cenouras que sobrarem da preparação de legumes assados, podem ser a base de um bolo (…). Nesta gestão impera a organização da cozinha. [Sugestões da plataforma TheFork]

 

  1. Reduza as sobras dos alimentos. Retire o máximo rendimento dos alimentos na confeção dos pratos: cortar na perfeição uma batata ou um pedaço de carne, com a faca correta, reduz a produção de resíduos. Às refeições, evite servir doses excessivas.

 

  1. Analise regularmente a sua ementa. Pode reduzir a quantidade de alimentos nos pratos onde tendencialmente se registam mais sobras. Altere ou reduza ingredientes que não acrescentem valor aos pratos e que gerem prejuízo. Elimine pratos que não produzam lucro.

 

  1. Otimize o seu stock. Conhecer as preferências dos clientes ajuda-o a investir nos produtos certos e evitar prejuízos económicos.

 

  1. Armazene bem os alimentos. É fundamental conhecer as características de armazenagem dos alimentos de forma a conservar a sua qualidade durante mais tempo e evitar perdas.

 

  1. Cozinhar com produtos da época pode ser mais económico. Geram menos gastos, são alimentos disponíveis e ao melhor preço.

 

  1. Reduza os consumos de energia e de água. Aproveite ao máximo a luz natural. Disponha de um aquecimento por zonas e de equipamentos de baixo consumo. Nos gastos de água, aposte num equipamento de lavar loiça eficiente e em autoclismos de WC de duplo botão, por exemplo.

 

  1. Na gestão do negócio como na gestão pessoal. Estabeleça o objetivo de criar um fundo de emergência para fazer face a momentos financeiros inesperados ou mais delicados.

 

 

Fontes: Instituto Nacional de Estatística (INE); Grande Consumo; TheFork